sábado, 19 de fevereiro de 2022
Casa de marimbondo
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Vacinadah 💪
Enfim, VACINADA!
Já faz algumas semanas que, enfim, consegui me vacinar contra a Covid-19! E, meus leitores, eu não sei nem descrever pra vocês a sensação de alívio. Ainda é só a primeira dose (falta a segunda que irei tomar em Agosto), mas a felicidade de sentir que um pouco de proteção contra esse vírus terrível entrou dentro do corpo é algo indescritível!
Estamos há mais de um ano vivendo esse pesadelo de pandemia e eu acho que já passei por todas as fases que poderia enfrentando esse momento. Já tive períodos de frenesi extremo, tristeza absoluta, depressão, felicidade inexplicável, tudo isso num espaço de tempo curto entre um sentimento e outro. Muitas pessoas já desistiram do isolamento, outras sequer viveram isso. Risos. Mas se você, de alguma forma, qualquer forma, não se sentiu afetado por tudo que está acontecendo, você precisa rever algumas coisas na sua vida. E eu tô falando muito sério. Hoje são 487 mil mortos só no Brasil! Não vou nem contar nos outros países porque só os números daqui já são assustadores o suficiente. Muitas pessoas desempregadas, outras que perderam entes queridos. Algumas pessoas perderam toda a sua família.
E como que fica alheio a tudo isso?
Mas enfim...
O fato é que estamos vendo uma luz, mesmo que pequena, no fim desse túnel tenebroso. Nessa semana, nos EUA, eles comemoraram o fim das restrições por conta do vírus com fogos e festa. Senti inveja, óbvio, e a sensação de que nem tão cedo desfrutaremos da mesma alegria. Ainda falta muita gente pra se vacinar, muitas pessoas não estão voltando pra tomar a segunda dose da vacina, ainda muito caos por aqui.
Esse post deveria ser de felicidade e comemoração por conta da vacina e tudo mais, só que ando naqueles baixos dos altos e baixos que descrevi há pouco. Zero vontade de escrever, não consigo me concentrar em absolutamente nada. Já perdi as contas de quantos livros e séries eu desisti no meio do caminho. Tenho feito um esforço gigantesco pra permanecer "de pé". Mas eu sei que isso vai passar! Tem que passar, não é possível que não passe!
O primeiro passo já foi dado! Primeira dose no braço, com data marcada pra segunda. Primeiro motivo pra comemorar! Uma etapa importante nesse processo todo.
Vacinem-se! Cuidem-se e cuidem dos seus. USEM MÁSCARA e Fora Bolsonaro!
Nana.
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Organizem seus arquivos
O mundo está bem louco, meus leitores. Cada dia mais.
Muitas das vezes até a visão que temos de nós mesmos, dos nossos desejos e anseios, do que somos, do que queremos, é bem turva. E, realmente, quando nem você sabe o que quer, quando nem você conhece a si mesmo, é difícil esperar que alguém o faça ou que você entenda a visão dos outros sobre você. Tá confuso? Acho que sim. Vou tentar melhorar.
Eu, como qualquer outra pessoa, já passei por muitas e péssimas na minha vida. Mentira, tem gente que não viveu nem metade do que vivi e graças a Deus por isso. Primeiro porque detesto competir desgraça e, segundo, porque não desejo isso pra ninguém. Mas todo mundo tem seus problemas, suas dores, seus traumas, suas feridas. TODO MUNDO!!
E num determinado momento da minha vida, afogada nessa lama de situações ruins, eu me vi total e absolutamente perdida. Eu não me reconhecia mais. Não sabia mais do que eu realmente gostava, quais eram as minhas reais convicções. Quem me conhece de poucos anos pra cá, me vendo hoje, é incapaz de acreditar que passei por um momento como esse, mas sim, eu passei. Lembro que um dia, nessa fase péssima, fui a um encontro de ex alunos da escola que estudei do maternal até a 8ª série. Lá encontrei amigos que me conheciam desde os 4 anos de idade! E eles falavam de mim, coisas sobre minha personalidade, sobre meu jeito de agir e lidar com certas situações, que eu não lembrava mais. Eles iam falando e contando suas visões sobre mim e um clarão ia se abrindo na minha frente. Como se um grande espelho fosse colocado ali, diante de mim, para que eu pudesse voltar a me enxergar. Foi uma experiência que me marcou muito! Saí de lá pensando tantas coisas, lembrando de tantas coisas e buscando outras pra formar meu eu que estava perdido. Mas só aquelas horinhas com eles não foram suficientes. Talvez, ali, fosse apenas o começo de tudo. O botão que precisava ser apertado para que eu entendesse que realmente eu não estava nada bem.
A gente vai vivendo, se atropelando, começando dia e acabando dia e muitas das vezes a gente não consegue cuidar da gente. Cuidar no sentido literal da palavra. Ter o cuidado de se olhar e perguntar: do que você tá precisando agora? Não vou mentir pra vocês. Quando eu mais precisei, eu não me fiz essa pergunta. Quando eu não aguentava mais, quando eu não me reconhecia mais, um anjo apareceu na minha vida e me ofereceu ajuda. E o que ela tinha pra me oferecer iria mudar minha vida pra sempre.
Comecei a fazer terapia.
E, meus leitores, mudou tudo! Tudo, tudo, tudo! Pode parecer exagero - e eu sei que sou mesmo exagerada - mas não.
Foram alguns bons anos revirando minhas gavetas e organizando meus arquivos emocionais (como minha terapeuta costumava dizer). Era botar tudo pra fora pra poder arrumar. E eu o fiz. De coração aberto. De mente escancarada. Eu me permiti sentir e dizer e tentar resolver toda aquela merda. Anos de merda. Minhas, dos outros, merda que os outros jogaram em mim e que eu joguei num monte de gente também. Cada consulta espetava uma ferida diferente e me fazia sangrar, sentir dor, mas enxergar coisas que eu jamais enxergaria sozinha. E nem sempre eram flores e "eurekas". Em várias consultas eu sai de lá não concordando com absolutamente nada e achando tudo uma grande viagem, um grande devaneio.
- Essa mulher não me conhece! Tá falando besteira! Sabe nada da minha vida!
E às vezes passavam algumas horas, noutras alguns dias, mas a ficha sempre caía... e doía viu? E eu voltava a pensar "não é que ela tinha razão?". Horrível gente. E um alívio.
O que eu quero dizer com tudo isso? Você deve estar se perguntando.
Meus problemas, meus traumas, meus medos não acabaram. Ao contrário. Mas hoje eu consigo lidar com eles de uma forma que não me machuca mais; ou machuca muito pouco. Hoje eu sei exatamente quem eu sou e pra onde estou caminhando. Hoje eu só vivo o que eu me permito! Pode parecer pouco pra você, mas pra mim significa tudo. Dizer não, me afastar, me aproximar, perdoar, me perdoar e seguir hoje fazem parte da minha vida de uma maneira natural, como respirar. Não foi assim por muito tempo.
Então, meus leitores, por um mundo menos louco, façam terapia. Para entender suas dores e para parar de machucar os outros, façam terapia. Para entender seus limites e para recomeçar façam terapia. Para acalmar a mente, respirar com calma, para ver uma luz onde só tem escuridão, façam terapia. Meus leitores, invistam em vocês mesmos e na sua saúde mental. Se reconectem, se reconheçam, se perdoem, se entendam.
Revirem suas gavetas e organizem seus arquivos emocionais.
Façam terapia.
obs: Obrigada Ellen! Pelos anos de ajuda, pela paciência e por me acolher no processo que eu precisei passar para me re-conhecer. Serei eternamente grata por tudo. E que Deus continue abençoando sua vida e te capacitando para que você possa ajudar na organização do arquivo de outras pessoas. 💓
Nana.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Em casinha 💗
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Sol em Sagitário, Ascendente em Aquário – O Astronauta
sábado, 23 de maio de 2020
Pandemia
Eu não queria que esse texto parecesse muito melancólico, juro. Mas não consigo porque tô só melancolia. Desculpem, leitores, é só o que tenho pra oferecer no momento. Algo diferente disso não seria real, não seria eu. E uma coisa que não sei fazer é fingir, graças a Deus.
Não faço ideia de quando tudo isso vai terminar. Não tem um prazo pra que a gente possa voltar a viver normalmente, fazendo tudo que sempre fizemos, sem máscara, sem evitar encostar nas pessoas, sem ter que lavar saco de batata palha. Não tem nada legal nisso tudo que está acontecendo, NADA! É uma grande merda você não poder fazer as coisas, ter que lavar compras, andar de máscara e tomar banho de álcool gel. Mas não tem outro jeito e meu pai sempre me disse "o que não tem jeito, ajeitado está". E é isso, vamos nos ajeitando.
Cuidem-se! Não se culpem pela preguiça, não se exijam, não se forcem, a nada! Façam tiktok, é muito legal e tem uns vídeos bem engraçados. Lavem as compras, usem o álcool gel, não entrem de sapato em casa, lavem suas máscaras, evitem assuntos estressantes, pessoas irritantes, ideias discrepantes. Ascendam um incenso; os de alecrim são uma delícia. Assistam a série "Todas as mulheres do mundo" no Globo Play. Dá um quentinho no coração que vocês também precisam sentir. Bebam água e tomem sol, se possível. Falta de vitamina D também mata. Façam vídeos pra aliviar as saudades, assistam lives (até enjoarem, porque eu já enjoei), durmam. Cuidem dos seus velhinhos, de perto ou à distância. Sobrevivam! Respirem! A gente precisa respirar, com tudo que isso significa.
Vai passar.
Nana.
domingo, 8 de março de 2020
Pra elas, e pra eles que querem melhorar pra elas.
Na van:
Eu estava na van, voltando pra casa e, milagrosamente, não estava de fone de ouvido. Ao meu lado uma moça grávida, no último banco do carro. Na frente tinha um homem sentado e um outro homem ao lado dele. Esse segundo homem levantou e, uns dez segundos depois, o outro homem olhou pra trás, pra mulher grávida ao meu lado, e num tom bem agressivo disse "Você se separou?". A mulher pareceu tão ou mais surpresa do que eu com a pergunta e a princípio não respondeu. Depois, com a pergunta repetida "Você se separou?" ela respondeu a mesma coisa que eu responderia "Quê?". Ele não satisfeito, e cada vez mais agressivo fez a mesma pergunta mais duas ou três vezes e foi quando eu entendi, de fato, o que estava acontecendo.
Ela era esposa dele e, depois que o rapaz que estava do lado dele se levantou, na cabeça dele era automático que ela fosse sentar-se ao lado dele. Só que ela não foi. E aquela série de perguntas iguais foi, de alguma forma, pra que ela entendesse que não estava separada para sentar do lado do marido. Sim, foi exatamente isso.
Depois de tudo isso - que durou uns minutos que foram me corroendo por dentro - ela levantou-se e sentou onde ele queria. Eu não tive como não prestar atenção naquele diálogo:
- Pensei que eu fosse ter que gritar mais pra você entender.
- Olha, eu to tão, tão cansada...
- Cansada? Tá cansada?
....
- Depois, em casa a gente vai conversar sobre seu cansaço.
No ônibus:
Dois rapazes adolescentes conversando:
- Po, tô dividido, né? Duas gostosas! Tudo bem que uma é mais do que a outra, mas uma me diverte, me faz rir, a outra é só pra me satisfazer mesmo. Não sei, não sei.
- Na dúvida fica com as duas, ué? Por que ficar só com uma se pode ter as duas que se completam?
Os dois caem na risada.
- Pode crer. As duas me querem, eu quero as duas. Tá tudo certo.
- Elas só não podem descobrir, senão já era.
- Se descobrirem elas que se matem por mim. Tõ nem aí...
No shopping:
Eu estava almoçando na bancada da praça de alimentação e, ao meu lado, tinha um casal e um menino com, sei lá, uns 9 anos. O garoto estava se recusando a comer e o pai falava algumas coisas em tom de ameaça pra ver se convencia o menino a terminar o prato. A mãe, percebendo que eu olhei, ficou com vergonha e tentou convencer o menino com um tom mais ameno. Na mesma hora, sem ter visto que eu tinha olhado, o pai esbravejou contra a mãe do menino:
- É por isso que ele é assim. É o tempo todo você passando a mão na cabeça desse garoto! Muleque minado! Se você não comer você não levanta daí, você tá escutando?
O menino baixou a cabeça, olhou pro prato. Olhou pra mãe que, com um olhar de canto de olho pra ele fez um sinal de positivo acenando com a cabeça. Mais uma vez ele olhou pro prato, segurou o garfo e foi comendo aos poucos, até que comeu tudo.
O pai meio que orgulhoso, não percebendo NADA que aconteceu ao seu redor, mandou um "muito que bem" pro menino. Todos levantaram e seguiram seu caminho.
Eu não vou comentar nada sobre essas três situações. Eu não vou escrever ou fomentar nenhuma opinião pessoal sobre nenhum desses casos. Não escrevi esse texto com esse intuito. Eu já tenho as minhas convicções e a ideia é que você leia e reflita, mas reflita pensando bem no dia de hoje e no que você fez durante todo o dia.
Força manas e parabéns pela luta de ser quem somos todos os dias. Não só no dia de hoje. Não só hoje.
Nana




